segunda-feira, 23 outubro 2017
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15 desordens cerebrais bizarras que você talvez não esteja ciente

A xícara de café que você acabou de pegar, seu dedo percorrendo a página, a voz que você escuta em sua cabeça enquanto lê as palavras (com seu tom e acento únicos) – é melhor você acreditar: isso tudo é feito no seu cérebro.

Considerando que nosso cérebro é muito responsável por produzir cada pensamento, sensação e ação durante nossas vidas, é muito fácil tomar nossa mente como evidência – assumir que estamos todos dotados de um bom cérebro desde o nascimento e que as coisas vão acontecer tranquilamente daqui até o fim. O fato é que o cérebro é só outro órgão do nosso corpo: se deteriora e pode trabalhar de forma imprópria a qualquer momento, do mesmo jeito que qualquer outra parte do corpo. E por “controlar o show”, não é surpreendente que a menor mudança ou dano ao nosso cérebro podem produzir alguns resultados bem estranhos.

Estamos todos familiarizados com as condições normais que podem afetar a forma que nosso cérebro trabalha, como o Alzheimer ou as consequências de uma lesão cerebral, mas alguns problemas podem deixar a situação um pouco mais complicada. Sintomas como perda de memória e mudança de personalidade são comumente associadas com algum trauma cerebral e desordens genéticas – mas e acreditar que você está morto ou sentir urgência em remover partes do seu próprio corpo?

Listamos essas bizarras condições neurológicas e mais logo abaixo. Aqui está nosso resumo das 15 incríveis e estranhas desordens cerebrais.

15. Realidade invertida (Ilusão da Reorientação Visual)

Se você já assistiu o filme “A origem”, saiba que aquilo é bem parecido com o que a vida é para os sofredores de Ilusão da Reorientação Visual. Da mesma forma que nossos cérebros podem ser temporariamente enganados por uma inteligente ilusão de ótica, os pacientes com IRV experimentam isso em uma escala muito maior – eles acreditam que o mundo pode virar de 90 a 180 graus.

Isso significa que eles terão alucinações de que o ambiente em que se encontram inverteu completamente, de modo que norte e sul se tornam leste e oeste. Pouco se sabe sobre a causa direta da reorientação visual ou “alusão à inclinação” no cérebro, mas estudos têm mostrado que isso é mais comum em pacientes idosos, uma vez que sua estabilidade reduzida significa que eles dependem fortemente de algumas “pistas” para saber que sua superfície está nivelada. Assim, andar em um chão inclinado com uma cerca desnivelada em ambos os lados poderia fazer os pacientes sentirem o chão dobrando mais de 90 graus! Assustador, não é?

14. Ciúme insano (síndrome de Otelo)

Esta condição bizarra é nomeada após o personagem de Shakespeare matar sua esposa sob suspeitas de que ela o estava traindo. Como você deve ter adivinhado, pacientes com SO podem sofrer delírios cimentos sobre seu próprio(a) parceiro(a), o que muitas vezes pode levá-los que a alucinações de suposta infidelidade e até mesmo demonstrar violência para com seu cônjuge.

Acredita-se que a síndrome de Otelo se origina no lobo frontal direito do cérebro. Sintomas como paranoia e comportamentos excessivamente sensíveis podem ser comuns em algumas formas de demência, o que pode explicar por que a síndrome de Otelo pode ocorrer. Em alguns casos, a SO pode ser provocada pela terapia com dopamina, usada para tratar pacientes com síndrome de Parkinson.

13. Acreditar que está morto (Síndrome de Cotard)

Esta síndrome foi nomeada após ser descoberta pelo neurologista francês Jules Cotard e às vezes é referida como “síndrome do cadáver andando”. Pessoas com síndrome de Cotard estão sob a ilusão de que eles estão mortos ou não existem. Outros acreditam que estão apodrecendo ou que seus órgãos internos estão faltando. Desagradável.

Até hoje, os neurologistas estão perplexos quanto à causa real desta disfunção cerebral, mas acreditam que ela está intimamente ligada a um ramo da esquizofrenia ou transtorno bipolar. O primeiro paciente com a síndrome foi descoberto no final do século 19. Ele negou a existência de algumas de suas partes do corpo e estava convencido de que não precisava mais comer. No fim, a fome foi a causa de sua “segunda” morte.

12. Visão instantânea (Acinetopsia)

Você sabe como a iluminação estroboscópica (gerada pela lâmpada de flashes múltiplos) faz você se sentir como se estivesse assistindo a uma série de imagens em vez de movimento fluido? Bem, as pessoas com acinetopsia podem ver as coisas de forma muito semelhante, o que pode tornar a vida diária um pouco desconcertante. Para ver uma pessoa atravessando a rua, por exemplo, podem criar uma trilha de imagens embaçadas durante seu trajeto.

Esta rara e intrigante síndrome foi encontrada em pacientes que sofreram de AVC (Acidente Vascular Cerebral), lesões cerebrais e Alzheimer. Em um caso de 2013, um paciente com epilepsia também experimentou acinetopsia durante convulsões epilépticas. Várias vezes durante o dia, o paciente vê as pessoas em uma série de imagens congeladas, enquanto o seu campo de visão circundante parece que treme. Felizmente, um medicamento de prescrição resolve seus sintomas, mas em alguns casos, a cirurgia no cérebro pode ser necessária.

11. Querendo ter seus membros removidos (Transtorno da Identidade de Integridade Corporal – TIIC)

Se a síndrome de Cotard tem pessoas negando suas próprias partes do corpo, então o Transtorno da Identidade de Integridade Corporal quer levar as coisas um pouco mais longe, te estimulando a removê-las forçadamente. As pessoas que sofrem de TIIC têm um desejo inquietante de ter seus membros saudáveis e em pleno funcionamento serem removidos.

Os pacientes descreveram a sensação de que seus braços, pernas ou pés não eram “parte de quem são” e que certas partes do corpo simplesmente não os pertenciam. Controversamente, em 2000, um cirurgião britânico realizou amputações de perna em dois pacientes a seu próprio pedido.

A condição é agora melhor entendida como uma forma extrema de desordem da imagem corporal e é pensada para ser causada por uma dissonância cognitiva no cérebro – em outras palavras, o corpo físico não corresponde ao quadro mental que um paciente TIIC tem de si mesmo.

10. Poderosas imagens persistentes (Palinopsia)

Nós não recomendamos que aqueles com palinopsia assistam a filmes de terror ou olhem memes assustadores, porque há uma forte chance de que certas imagens vão – literalmente – ficar com eles por um tempo. Pacientes com palinopsia efetivamente não podem “desver” coisas. Pense na última vez que você olhou para o sol por um pouco demais e pontos brilhantes apareceram em sua visão depois de algumas piscadas. Agora imagine que você começa a ver os mesmos pontos solares em todos os lugares dias após o evento.

Para uma mulher de 73 anos com essa condição, participar de uma festa de natal depois de sofrer uma dor de cabeça severa fez com que ela projetasse a imagem da barba do Papai Noel diante de todos os convidados da festa. Dias depois, ela ainda viu esta imagem nos rostos de pessoas andando pela rua! Pacientes com palinopsia muitas vezes sofreram com tumores e lesões no cérebro que interromperam o seu percurso visual e fizeram com que as imagens permanecessem com eles muito tempo depois que os estímulos originais se foram. Vamos esperar que os pacientes com este distúrbio só se deparem com belas imagens, né?

9. Transtornos da mímica (Dismimia)

Boa sorte tentando insultar as pessoas com Dismimia mostrando o dedo do meio (ou elogiá-los com um polegar para cima). Pacientes com essa estranha disfunção cerebral têm dificuldade em reconhecer os gestos das mãos e também são incapazes de se expressar através de sinais manuais.

Embora a causa direta da dismimia seja atualmente desconhecida, tem sido comparada à condição de “cegueira facial” (Prosopagnosia), na qual os pacientes lutam para compreender expressões faciais ou reconhecer rostos que lhes eram anteriormente familiares. Síndromes cerebrais envolvendo perda de memória, traumas cerebrais ou nos efeitos posteriores de sofrer um acidente vascular cerebral, estão ligados a dismimia.

8. Convulsões Epilépticas Extáticas

A epilepsia é uma condição relativamente assustadora e desagradável, de modo que a palavra “extático” não é algo que associamos imediatamente a ela. Como se vê, uma convulsão epiléptica extática, ou “aura extática” é muito real e é experimentada por apenas 1 a 2 por cento dos pacientes com epilepsia do lobo temporal.

A experiência de uma crise epiléptica extática já foi descrita pelo romancista icônico Dostoiévski, que observou que sentia “harmonia total” em si mesmo e no mundo inteiro. Outra paciente comparou sua convulsão a uma experiência religiosa e alegou “não mais temer a morte” como resultado. Porque muitos pacientes relatam uma sensação esmagadora de bem-estar e auto-consciência no evento, alguns cientistas acreditam que convulsões êxtase pode finalmente explicar o que ocorre no cérebro durante uma experiência de quase-morte.

7. Incapacidade de falar (Afasia de Broca)

Frustrantemente os pacientes com Afasia de Broca podem fazer tudo, exceto falar. Esta desordem é o resultado de uma lesão na área de Broca do nosso cérebro, no lobo frontal do hemisfério esquerdo. Em outras palavras, o lugar responsável por nos ajudar a formar a linguagem.

As pessoas com afasia de Broca vivem vidas relativamente normais, pois são capazes de escrever, ler, ouvir e entender os outros. Os pacientes poderiam ser considerados mudos se não fosse pelo fato de que alguns sofredores conseguiram dizer uma quantidade muito limitada de palavras (porém nem sempre elas são compreensíveis). Um caso famoso da afasia de Broca envolveu um paciente do sexo masculino cuja única resposta a qualquer interação era a palavra “tono”.

Alguns se referem carinhosamente ao transtorno como “condição de Hodor”, personagem de Game of Thrones que só se comunica usando seu próprio nome. (Isso poderia significar que todas as espécies de Pokémon têm afasia de Broca também?).

6. Incapacidade de copiar textos (Disantigrafia)

Qualquer estudante que deseje copiar a lição do colega na escola pode ter dificuldade em fazê-lo com disantigrafia (ou se o professor os pegar no flagra). As pessoas que sofrem com isso não podem reproduzir qualquer material escrito ou impresso que não é seu. Palavras ou letras que eles próprios reconhecem podem parecer estranhos na escrita de outra pessoa (não importa quão clara). Esta estranha doença neurológica, muitas vezes ocorre após um acidente vascular cerebral e, em alguns casos, pode ser o resultado de um tumor ou lesão cerebral.

A natureza estranha da disantigrafia levou os neurologistas a repensar como a leitura e a escrita são processadas no cérebro de cada indivíduo. Associamos sons a cada letra ou palavra que escrevemos, ou são os símbolos físicos que reconhecemos quando copiamos o texto? Casos de disantigrafia provaram que ambos podem ser verdadeiros. É legal saber que nenhum de nós é realmente copião quando se trata de ser um copião!

5. Não encontrar prazer em qualquer coisa (Anedonia)

Anedonia é um sintoma fundamental do Transtorno Depressivo Maior (TDM) e é geralmente o resultado de um acidente vascular cerebral que afeta a área globus pallidus do cérebro. O globus pallidus é onde “químicos do prazer” são liberados em resposta a uma um pequeno prazer, como receber um presente ou realizar uma tarefa difícil. A anedonia ocorre quando esta área está danificada e nosso “centro de prazer” fecha.

Curiosamente, alguns casos de anedonia resultaram em formas muito específicas de desagrado – afetando o prazer de um paciente de certos passatempos ou atividades. Por exemplo, os pacientes com anedonia podem, de repente, se sentir impassíveis com sua música favorita, não se sentem conectados a uma amada equipe esportiva ou não tem mais desejo sexual ou alegria.

4. Incapacidade de reconhecer uma melodia (Amelodia)

Se, como eu, você não é um grande fã da música moderna, você pode estar sob a suposição de que você tem esse problema. Ter amelodia basicamente significa que você tem problemas para nomear determinadas músicas ou encontrar melodia na música (estou te observando, Nicki Minaj).

Um estudo de caso específico sobre os efeitos de amelodia envolveu um músico altamente realizado. O homem aposentado de 91 anos não mostrou sinais de demência ou afasia, o que poderia ser pensado como contribuição para amelodia. Além do mais, ele não tinha problemas em tocar músicas de memória e ainda podia discernir notas altas e graves, mas quando qualquer música foi tocada para ele, ele não podia reconhecer uma única nota. Este caso muito isolado de distúrbio cerebral é excepcionalmente raro e muitas vezes pode acompanhar a dificuldade de leitura ou caminhada.

3. Incapacidade de se comunicar com palavras lógicas (Afasia de Jargão)

O mundo moderno está cheio de jargões. Se você está tentando adquirir equipamentos ou ter uma conversa telefônica com sua companhia de seguros, jargão é algo que é difícil de evitar. Infelizmente para alguns – sem culpa própria – jargão é tudo o que eles são capazes de comunicar.

O discurso de alguém com afasia de jargão parecerá lógico para eles, mas para outros ouvintes, as palavras normais podem ser substituídas por palavras sem sentido ou sons que parecem se assemelhar remotamente à palavra pretendida. Felizmente, terapias da fala e linguagem podem ajudar os pacientes a “preencher as lacunas” de sua fala para ajudá-los a se comunicar de forma mais eficaz. Os pacientes não devem se sentir muito mal por sua condição – tanto quanto podemos ver, metade do mundo corporativo parece sofrer com dita dislexia.

2. Ouvir vozes antes que alguém fale (Desincronização sensorial)

Parece quase uma superpotência, mas essa é uma condição neurológica genuína que afeta o cérebro e o tronco cerebral – as partes de nosso cérebro que são responsáveis por nossa audição, nosso senso de sincronia e como percebemos o movimento. Para os pacientes com desincronização sensorial, a vida pode ser um pouco difícil para assistir a um filme, por exemplo.

Os cientistas colocaram essa fascinante disfunção cerebral no fato de que todos os cérebros precisam processar a visão e o som a taxas diferentes, a fim de compensar as várias velocidades que a luz e o som viajam. No primeiro caso confirmado de DS, descobriu-se que o paciente também experimentou um atraso entre sua própria voz e sua boca em movimento – isso deve ter feito qualquer interação social interessante para dizer o mínimo!

1. Síndrome da mão alienígena

Já se sentou em sua mão por tanto tempo até que fique dormente e – por uma questão de segundos – não se sente como a sua própria mão? Ok, agora imagine que você não pode mais controlar essa mão e sentir como se você estivesse constantemente em guerra com ela: esta é a realidade perturbadora para os sofredores da síndrome da mão alienígena.

Para pacientes com epilepsia e convulsões graves, cortar o corpus callosum (fibras nervosas no cérebro que ajudam a controlar seu lado esquerdo e direito) é um último recurso para ajudar a parar as crises. Enquanto muitos pacientes se recuperam bem desta cirurgia, alguns podem ser deixados com as duas metades de seu cérebro agindo independentemente uns dos outros. Isso levou alguns pacientes a experiência de ficar andando em círculos e abotoando uma camisa com uma mão, enquanto o outro tenta despi-los!

Felizmente, os sintomas de SMA podem ser controlados com a medicação correta. Se ao menos ela estivesse disponível ao Dr. Strangelove quando tentou (e falhou) esconder sua saudação nazista…

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